Mais vinho, menos resfriado

Mais um "suposto" benefício do consumo moderado e frequente do vinho...
Foi publicado na Revista Adega de março uma pesquisa feita na Espanha com cerca de quatro mil pessoas. Analisando os seus hábitos alimentares e estilo de vida durante um ano, os indivíduos que beberam até duas taças de vinho por dia foram bem menos afetados por resfriados que os abstêmios (40% menos chance em um ano de análise). O benefício pode ser creditado aos flavonoides presentes principalmente nos tintos, já que esse polifenol proporciona um possível fortalecimento do sistema imunológico.  
Lógico que o estudo é apenas observacional, sem critérios rígidos científicos e nem grupo controle; mas todos nós sabemos que o vinho sempre foi usado na antiguidade como única "droga farmacêutica" disponível, principalmente nas pestes e grandes epidemias gripais.
Quem sabe? Faça a sua própria análise retrospectiva e avalie quantas vezes ficou resfriado, veja se isso está relacionado à sua frequência de consumo de vinhos.
Eu mesmo, depois de passar a consumir mais vinho, poucas vezes nos últimos anos fiquei resfriado.

Bons brindes e Saúde !

Vinho Regional Francês

Raríssimos até pouco tempo no Brasil, os "Vin de Pays" ou "Vinhos Regionais" franceses começam a dar as caras por aqui, trazidos por algumas importadoras de São Paulo e Rio. Esses vinhos são muito tradicionais na França e bebidos em larga escala pelos nativos de lá (15% da produção total do País). Eles estão um patamar acima dos chamados "Vin de Table" e abaixo dos AOCs (Appellation de Origine Contrôlée).
Existem mais de uma centena de regiões produtoras por todo a França, mas 85% da produção  está concentrada no Sul, principalmente Languedoc-Roussillon.
Os "Vin de Pays" são frescos e não passam por barrica. Como não estão "atrelados" aos AOCs, os enólogos locais ficam livres para criar, podendo experimentar diferentes castas e blends nas suas garrafas; geralmente proporcionam surpresas bem agradáveis ao paladar, sem falar do ótimo custo-benefício.
Tive a oportunidade recente de provar um e gostei muito. Trata-se do "Vin de Pays C'est La Vie! 2011" (engarrafado por Pierre e Rémy Gauthier e com 13% de alcool), elaborado com o interessante corte de pinot noir e syrah. 

Como todos nós sabemos, não é comum e nem fácil misturar a pinot noir com outra casta, mas o produtor acertou bem ao aproveitar a elegância e aromaticidade da rainha da Borgonha, com o "corpo" da syrah.
Temos um vinho com aromas agradáveis de cerejas e especiarias, e na boca com taninos bem equilibrados e suaves. Um vinho bem gastronômico, como a maioria dos franceses, ideal para acompanhar carnes brancas e vermelhas, sem ficar "quadrado" e enjoativo no pós refeição. No cardápio saiu por R$55,00, mas é possível comprá-lo em algumas lojas especializadas por R$45,00. Vale a pena!

Bons brindes!

Opções para meia garrafa

Ideal para o consumo diário em casa, sem a necessidade de deixar parte da garrafa de 750 ml que não foi consumida na geladeira ou na adega, e nem sempre bem vedada; a disponibilidade das embalagens de 375 ml cresce no mercado brasileiro, apesar de não termos ainda dados estatísticos confiáveis.
Se considerarmos somente a "indicação médica" do consumo diário de vinho de duas taças para homens (250 ml) e uma para mulheres (125 ml), um casal teria na meia garrafa o volume ideal em um só recipiente  A outra vantagem que eu acho é poder beber vinhos de "ponta" com um desembolso menor. O problema é que apesar da oferta dessa embalagem no Brasil estar crescendo, ainda temos dificuldades de achar bons e diversificados rótulos em lojas e restaurantes; sem falar que matematicamente o preço de duas é ceca de 30% mais cara que uma da mesma marca de 750 ml.
Pensando nesse gap, a Empresa Meia Garrafa abriu um quiosque no Shopping 45 na Tijuca/RJ, com boas opções de castas e produtores (existem mais de 100), inclusive de vinhos mais sofisticados.
Vale a pena conferir!















Bons brindes !

Adolfo Lona na SBAV-Rio

Essa semana tivemos a grata oportunidade de apreciar os espumantes produzidos de forma artesanal pelo argentino radicado no Brasil Adolfo Lona. Em Garibaldi/RS, sua vinícola produz "ótimas experiências" que não devem nada aos produzidos pelas "gigantes" do Vale dos Vinhedos na Serra Gaúcha.
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Em mais um evento organizado pela SBAV-Rio no recém inaugurado Champanhota em Botafogo (interessante casa especializada em vinhos), fomos contemplados com excelente palestra sobre os métodos de produção e uma verdadeira aula de como servir um espumante. Com muito conhecimento acumulado em mais de trinta anos como Diretor Técnico da multinacional Bacardi; esbanjando simpatia e paixão pelo que faz, o Sr. Lona nos mostrou cinco dos seus vinhos, com destaque para o Orus Pas Dosé (sem adição de licor de expedição) com produção limitada em 600 garrafas/ano.
Vamos a eles...

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BRUT ADOLFO LONA método charmat
70% chardonnay e 30% pinot noir.
Graduação alcoólica: 12,2%
Total ciclo de produção: 180 dias
Total de açúcar: 8g/L
Temperatura de serviço: 6 graus
Um produto fresco, frutado, jovem e com acidez mais presente; ideal para happy hours acompanhando aperitivos, entradas, peixes e carnes brancas.
Preço: R$39,00


BRUT ROSÉ ADOLFO LONA método charmat
60% pinot noire e 40% chardonnay
Graduação alcoólica: 12,3%
Total ciclo de produção: 180 dias
Total de açúcar: 8g/L
Temperatura de serviço: 6 graus
Cor salmão/casca de cebola. Seus aromas e sabores são mais marcantes por conta da maior quantidade da pinot noire na assemblage. Bem frutado, acompanha bem entradas frias, peixes e carnes.
Preço: R$39,00


BRUT ADOLFO LONA método champenoise
50% pinot noire e 50% chardonnay
Graduação alcoólica: 12%
Total ciclo de produção: 18 meses
Total de açúcar: 6g/L
Temperatura de serviço: 5 graus
Menor acidez que os anteriores com bom equilíbrio. Cor dourada pálida. Aromas intensos e persistentes (maçã e abacaxi). Acompanha pratos frios e quentes, peixes e carnes brancas.
Preço: R$54,00


NATURE ADOLFO LONA método champenoise
Pinot noire, chardonnay e uma pequena quantidade de merlot
Graduação alcoólica: 12%
Total ciclo de produção: 18 meses
Total de açúcar: ZERO
Temperatura de serviço: 5 graus
Cor pálida de perlage (borbulhas de gás carbônico) intenso. Aromas refinados com presença de tostado lembrando fumo (charuto), efeito da passagem do chardonnay em barrica. Acompanha pratos frios e quentes, peixes e carnes brancas.
Preço: R$61,00


ORUS PAS DOSÉ método champenoise
51% Pinot noire, 42% chardonnay e 7% de merlot
Graduação alcoólica: 12,4%
Total ciclo de produção: 24 meses
Total de açúcar: ZERO
Temperatura de serviço: 5 graus
Cor rosada laranja clara lembrando casca de cebola. Aroma intenso e complexo. Gosto longo, potente e marcante.
Uma beleza! Vale garimpar porque a produção é limitadíssima! 600 garrafas/ano. 
Preço: R$72,00

Bons brindes!



Mr. Mondavi em Petrópolis

Robert Mondavi é uma verdadeira lenda para os americanos. Sem querer ser exagerado, ele foi o responsável pelo ótimo status atual que os vinhos finos californianos gozam no Mundo. Suas melhorias técnicas aliadas a ousadas estratégias de marketing trouxeram reconhecimento mundial para os vinhos de Napa Valley.
Em 1966 ele fundou a "Robert Mondavi Winery", que se tornou uma das mais importantes vinícolas no Novo Mundo, produzindo desde então, vinhos que rivalizam com os melhores europeus. Ok que ele também contribuiu com a moda do aumento do teor alcoólico e a "carga de frutas" nos engarrafados de Baco, mas é isso que o americano médio gosta (e a maioria dos brasileiros também).
Lamentavelmente, como todo o vinho da Terra de Obama, os produzidos pela Mondavi chegam aqui em quantidades pequenas e com preços bem altos.
Eu e a Eliane abrimos um pouco mais a carteira e pagamos R$90,00 (nos EUA ele é encontrado por uns U$12.00) por um Robert Mondavi Private Selection Cabernet Sauvignon 2010 no belíssimo e ótimo Restaurante Imperatriz Leopoldina (anexo do Hotel Solar do Império em Petrópolis).
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Apesar desse varietal (88% de cabernet sauvignon, 5% de syrah, 3% de merlot, 2% petit verdot, 1% malbec e 1% cabernet franc) ser um vinho "de combate" da vinícola (mais simples e de hierarquia mais baixa do portfólio), ele estava em boa forma e valeu cada gota.
Cor vermelha púrpura. No nariz percebemos frutas escuras e vermelhas (ameixa, framboesa e cereja). Na boca estava bem redondo e suave, com uma acidez não tão marcante.
Caiu muito bem com o meu prato de bacalhau e... Pasmem! Com o polvo da Eliane também...

Bons Brindes!